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14/04/2020

Panorama Econômico aponta os efeitos atuais do Coronavírus no PIB

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Setor de componentes para calçado apresenta dados atuais sobre os impactos da pandemia na economia mundial

O setor brasileiro de componentes para calçados acaba de apresentar mais uma atualização sobre os impactos provenientes do COVID-19. O relatório elaborado pelo economista e consultor de inteligência, Dr. Marcos Tadeu Caputi Lélis, foi apresentado pela Associação Brasileira das Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal), entidade responsável pelo setor de componentes de calçados no país – e tem como base o cruzamento de informações nos dados oficiais da OMC (Organização Mundial de Saúde), FMI (Fundo Monetário Internacional), FGV (Fundação Getúlio Vargas) e Banco Mundial.

O relatório faz parte das ações da Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) através do By Brasil Components, Machinery and Chemicals - projeto de incentivo às exportações executada em parceria da Assintecal, e que conta também com parceria com a Abrameq para representar a vertical de máquinas para couro e calçados. 

Em relação aos dados do estudo, percebe-se que, após mais de um mês de isolamento social na maioria das regiões geográficas do globo e, principalmente, na Europa e nos Estados Unidos, algumas instituições internacionais e nacionais começam a estimar os resultados econômicos da pandemia do COVID-19 em 2020. Sendo assim, é importante comparar essas estimativas, buscando uma previsão mais assertiva. Entre os relatórios mais recentes podemos observar os divulgados pela Organização Mundial do Comércio (OMC), IBRE/FGV e o Banco Mundial.



 O estudo da Organização Mundial do Comércio (OMC) apresenta os desvios da atividade econômica, ocasionados pela pandemia, em relação a um cenário base. Além disso, a OMC define três situações de recuperação econômica:

-          Otimista – recuperação em V;

-          Moderadamente otimista – recuperação em U;

-          Pessimista – recuperação em L.

Logo, ao se fixar o cenário base as previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI) realizada antes dos efeitos na economia do Coronavírus, é possível estabelecer algumas expectativas de crescimento do PIB para um conjunto de regiões.

Ao considerar o crescimento do PIB mundial chega-se em três taxas: -1,4% (otimista); -5,8 (moderadamente otimista); e -7,7 (pessimista). Por consequência, o resultado otimista se aproxima dos efeitos da crise Subprime, a qual resulta uma contração de 1,9% do PIB mundial em 2009. Já a estimativa moderadamente otimista estabelece uma queda da atividade econômica mundial 3 vezes maior da observada em 2009. Ao que tudo indica, estaríamos, atualmente, muito mais próximos do cenário moderadamente otimista da OMC/FMI.

Em relação as previsões de crescimento do PIB da economia brasileira para 2020, os cenários da OMC/FMI estariam entre uma contração de 2,8% e 9,6%, sendo o cenário moderadamente otimista de queda de 7,4%. Por sua vez, o IBRE/FGV construiu dois cenários para economia brasileira. Na hipótese provável tem-se uma queda de 3,4% do PIB com uma taxa de desemprego aproximando-se de 18%. Já no cenário pessimista a retração é de 7,0%, sendo a taxa de desemprego de 23,8%.

O Banco Mundial, por sua vez, apresenta uma previsão de queda de 5,0% para o PIB do Brasil. Assim, ao se comparar esses prognósticos para economia brasileira é possível estabelecer uma banda entre uma contração de 3,0% e 7,0% da atividade econômica. Logo, a taxa de desemprego, que em fevereiro de 2020 encontra-se em 11,2%, ficaria entre 18% e 24%, dificultando o processo de retomada da economia pós pandemia.

Assim, segundo o Banco Mundial, os países da América Latina e Caribe já possuem histórico de choques adversos como a queda dos preços das commodities, estrangulamento das condições financeiras e desastres naturais. Contudo, a pandemia do Coronavírus traz uma nova dimensão e os impactos dela na economia dos países torna muito difícil a projeção da exata magnitude da desaceleração à frente.



 

Fonte: Análise feita pelo prof. Dr. Marcos Tadeu Caputi Lélis com base nos dados da OMC, FMI, FGV e Banco Mundial.

 

Confira aqui o estudo na íntegra.

 

Este e outros estudos também estão disponíveis na Plataforma de Inteligência, no site do By Brasil, confira www.bybrasil.org.br/plataforma-de-estudos

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